As 7 principais causas e quais os sintomas de depressão

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As 7 principais causas e quais os sintomas de depressão
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Quais os sintomas de depressão? Essa pergunta tem se tornado cada vez mais comum. Isso porque o tão falado mal do século está afetando indiscriminadamente vários grupos de pessoas, independentemente de gênero ou idade, por exemplo.

Dessa forma, ninguém está isento de adquirir essa doença, e ao menor sinal as pessoas já ficam preocupadas. Não é para menos, não é mesmo? Afinal, a depressão pode afetar todas as áreas da nossa vida, como a profissional, interpessoal e sexual.

Portanto, é realmente de suma importância saber mais sobre o que é o problema e quais os sintomas de depressão.

E isso pode servir para descobrir se você tem depressão ou mesmo para ajudar um amigo que esteja passando por isso, sua parceira ou outro familiar, por exemplo.

Então continue a leitura e aproveite as informações desse super conteúdo de hoje.

Depressão: o que é?

A depressão é caracterizada pela perda ou diminuição do interesse pela vida, gerando angústia e desânimo. Mas nunca pode ser confundida com tristeza, preguiça ou mesmo “frescura”, como muitas pessoas afirmavam preconceituosamente no passado.

Hoje, a depressão não apenas é reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como também é considerada por essa mesma entidade a quarta principal causa de incapacitação.

A depressão consiste inicialmente em um processo de desajuste bioquímico. O psiquiatra Luis Gustavo Brasil, da Clínica Maia afirma que a depressão afeta neurotransmissores como serotonina, dopamina, noradrenalina e melatonina.

“Esses neurotransmissores são fundamentais para o sistema límbico, que é a área do cérebro responsável pelas emoções”, afirma o psiquiatra Edson Hirata, do Hospital Santa Cruz.

Por isso, o desequilíbrio químico pode desencadear uma série de consequências negativas no organismo. Dentre as quais os sintomas de depressão, que podem ser psicológicos ou até mesmo físicos, como veremos adiante.

De fato, além dos sintomas psicológicos tão conhecidos existe ainda um grupo de sintomas manifestados na saúde física. Podemos citar baixas no sistema imune, aumento de processos inflamatórios e do risco de adquirir doenças cardiovasculares.

Diferença entre tristeza e depressão

Como dissemos, há uma (grande) diferença entre tristeza e depressão. A tristeza pode ocorrer por algum fato do cotidiano, então a pessoa realmente sofre com aquilo até assimilar o que está acontecendo.

Enquanto isso tem momentos de alegria até lembrar-se do motivo para a tristeza. E essa fase costuma não durar mais de 2 semanas consecutivas.

A depressão, ao contrário, se instala de forma a minar totalmente qualquer sensação de otimismo e é diagnosticada após persistirem os sintomas por no mínimo 2 semanas.

Caso ela não seja tratada, pode avançar e passar por três estágios: leve, moderada e grave.

Existem também vários tipos de depressão, como veremos logo a seguir.

Tipos de depressão

São tipos de depressão o episódio depressivo, transtorno depressivo, depressão bipolar, distimia, depressão sazonal e depressão pós-parto, por exemplo.

O episódio depressivo é classificado como um período de tempo em que a pessoa sofre uma alteração em seu comportamento, como falta de energia e lentidão do pensamento. Já o transtorno depressivo se caracteriza pela recorrência desses episódios.

A depressão bipolar consiste em um dos episódios desse distúrbio maníaco-depressivo. Ou seja, quem sofre de transtorno bipolar passa pelo extremo da euforia para o sentimento depressivo.

A distimia, por sua vez, pode ser considerada a forma crônica da depressão, porém mais leve. As pessoas podem sofrer com esse distúrbio por anos, tornando-se excessivamente críticas, menos interessadas pela vida e incapazes de se divertirem.

A depressão sazonal acontece em determinada época do ano, geralmente no inverno, devido à baixa exposição à luz solar. Mas também pode estar relacionada a datas específicas e significativas para uma pessoa.

E, por fim, a depressão pós-parto dentre os exemplos citados ocorre em mulheres logo após terem dado à luz. O estado de desesperança e tristeza não tem nenhuma relação com a afeição pela criança. Consiste apenas em uma reação às grandes alterações hormonais.

Quais os sintomas de depressão?

A maioria das pessoas tende a achar que o primeiro sintoma da depressão é a tristeza. Porém, de acordo com o médico Ricardo Torresan, da Unesp, a depressão a tristeza nem sempre faz parte dos sintomas, apesar de ser comum.

O especialista ainda afirma que muitos paciente não relatam tristeza, mas apatia. Ou seja, a ausência total de sentimentos. Portanto, não é possível afirmar que existe um primeiro sintoma. Mas dentre os mais comuns estão:

Sintomas psicológicos de depressão

Confira agora quais os sintomas de depressão que são manifestados na mente e comportamento:

1 – Irritabilidade ou letargia

Algumas reações exatamente opostas estão na lista de quais os sintomas de depressão.

Por exemplo, um paciente pode manifestar irritabilidade, ataques de raiva e ansiedade, tremores, gritos e agitação. No entanto, em outros momentos pode apresentar lentidão no pensamento e na fala, a chamada letargia.

Esses sentimentos podem gerar dificuldade de concentração e perdas de memória, o que afeta o trabalho, a escola ou outras atividades.

2 – Sensação de angústia e tristeza profunda

A angústia é uma sensação psicológica que causa desgaste e sofrimento mentais. Fisicamente essa sensação se manifesta por meio de um semblante abatido, olhos caídos e tronco encurvado, por exemplo. Também podem surgir crises de choro.

O medo é outro sintoma importante.  No vídeo a seguir Davi Ribeiro ensina a manter o controle dessas emoções a fim de superar medos e evitar arrependimentos.

É claro que num quadro depressivo seguir essas orientações sozinho pode ser complicado, mas vale a pena tentar.

3 – Apatia ou falta de interesse

Então a pessoa não se interessa mais pelas atividades que antes causavam prazer e pode apresentar apatia. Ou seja, ausência de sentimentos, insensibilidade e indiferença.

4 – Baixa autoestima

Além disso, o paciente pode ficar pessimista, com sentimentos de culpa e baixa autoestima. Pode sentir-se insignificante diante da sociedade ou sem valor como profissional, por exemplo.

Por isso é comum o isolamento de familiares e amigos e o abandono do trabalho ou estudos.

5 – Pensamentos suicidas

Sem esperanças, com profundo sofrimento mental e longe da companhia das pessoas, o deprimido começa a pensar na morte ou em suicídio. Podem surgir paranoias e sensações de perseguição.

Sintomas físicos de depressão

Agora, confira quais são os sintomas de depressão que se manifestam no organismo:

1 – Perda de energia e estafa física

A perda de energia e fraqueza podem indicar depressão, bem como o sono excessivo. Além disso, a falta de motivação para realizar suas atividades rotineiras como tomar banho e conviver com as pessoas estão entre os sinais.

O cansaço extremo pode ser mais um sintoma e que ainda agrava a sensação de desânimo e desinteresse. Então a pessoa se sente incapaz de executar os afazeres do dia a dia.

2 – Dores e desconfortos

A depressão pode causar dor de cabeça por causa das noites mal dormidas e alterações de humor. Além disso, é comum que a pessoa deprimida tenha a sensação de dor no peito e peso sobre os ombros, dor nas costas e no estômago.

Vômitos e tremores também estão entre os sintomas. Porém também podem ser efeitos colaterais dos remédios para tratar a depressão.

3 – Danificação de estruturas

Pois é frequente a queda de cabelo, unhas fracas e inchaço nos tecidos. Além disso, a depressão pode ocasionar baixas no sistema imune, aumento de processos inflamatórios e do risco de adquirir doenças cardiovasculares.

4 – Problemas de sono

A insônia é comum, bem como a dificuldade para dormir. Isso por si só já é capaz de agravar a sensação de cansaço e mal-estar. Além disso, o sono excessivo também pode surgir, aumentando a sensação de lentidão.

5 – Alterações de peso

Outro sintoma físico de depressão é a perda de mais de 5% do peso corporal sem razão aparente em menos de um mês. Em outros casos, no entanto, pode ocorrer aumento de peso devido à ansiedade.

6 – Problemas ou disfunções sexuais

Segundo estudo publicado no periódico Social and Personal Relationships, a depressão reduz a qualidade da vida sexual.

Como a depressão afeta a vida sexual

Como é um dos sintomas que mais causa frustração nos homens, vamos falar sobre a influência da depressão na vida sexual.

De acordo com Oswaldo M. Rodrigues Jr., psicólogo e coordenador do grupo de pesquisas do Instituto Paulista de Sexualidade a depressão provoca a diminuição do desejo. E, ainda, um quadro depressivo afasta as pessoas de contatos interpessoais como o sexo.

Ele ainda afirma que mesmo quando alguém deprimido faz sexo, o prazer será comprometido, pois as sensações táteis, tão importantes para o prazer erótico, ficam enfraquecidas.

Podemos então prever que daí surgem disfunções sexuais como a falta de ereção e a ejaculação precoce.

Algumas pessoas, ao contrário, passam a ter depressão após sofrerem com tais problemas sexuais. Por isso, a fonte de tratamento nesse caso consiste na resolução dessas disfunções.

O que causa a depressão?

Depois de abordarmos quais os sintomas de depressão, é importante entender suas causas.

A prevalência da depressão é estimada em 19%. Assim, aproximadamente uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento da vida.

Existem estudos que apontam predisposição genética. Outros, por sua vez, apontam causas hormonais. E, ademais, são também elencadas causas psicossociais. Então veja a seguir alguns fatores que podem aumentar as chances de desenvolver a depressão:

1 – Genética

Pois um histórico familiar de depressão pode aumentar as chances de desenvolver a doença.

Como superar: Procure informações sobre seu histórico familiar para ter certeza. E lembre-se de não se sentir limitado por ter casos de depressão na família, pois toda família possui seus traços genéticos positivos e negativos. Porém não é só isso que irá definir o seu destino.

2 – Alterações hormonais

Nas mulheres, a diminuição de estrogênio que ocorre durante a gravidez, no pós-parto e na menopausa podem propiciar uma depressão. Nos homens, a falta de testosterona afeta a sensação de energia e bem estar, o que pode iniciar uma depressão.

Além disso, em ambos os sexos a carência de ômega 3 também pode levar à depressão porque diminui a capacidade de controle do humor. Bem como o hipotireoidismo.

Como superar: Consuma alimentos ricos em triptofano e serotonina, procure suplementos alimentares para suprir outras carências e um endocrinologista para regular os níveis dos hormônios sexuais.

3 – Uso de remédios

Alguns remédios podem aumentar o risco de desenvolver depressão como, por exemplo: Prolopa®, Xanax®, Zocor® e Zovirax®, corticoides e medicamentos para acne.

Como superar: O ideal é substituir o medicamento ou reduzir a dose, portanto, procure seu médico.

4 – Situações traumáticas

Sofrer abuso físico, sexual ou emocional pode aumentar a vulnerabilidade psicológica, agravando as chances de desenvolver a depressão.

Como superar: É necessário procurar ajuda médica especializada, sendo o ideal o trabalho conjunto entre um psiquiatra e um psicólogo para uma terapia efetiva.

5 – Eventos marcantes na vida

Acontecimentos marcantes como divórcio, desemprego e o fim de um relacionamento, por exemplo, são causas frequentes de depressão.

O luto proveniente da morte de uma pessoa amada pode aumentar os riscos de desenvolver depressão. Ser expulso da família e de grupos sociais, dentre outros conflitos estressantes como discussões frequentes no trabalho ou em casa também podem ser causas.

Porém, até mesmo eventos positivos como formar-se, começar um novo emprego, se casar ou ter um filho podem ocasionar a depressão. Então, se esse é o seu caso, procure ajuda para controlar a ansiedade.

Como superar: Se está desempregado, busque o lado positivo nisso. Pense que agora tem a possibilidade de mudar de ramo ou de abrir seu próprio negócio, por exemplo. Da mesma forma, encontre motivos positivos no término do relacionamento.

E, ainda, tente enxergar com mais leveza as dificuldades da vida como o luto e a rejeição. Encontre forças e siga em frente.

6 – Doenças graves

A depressão pode ser causada pelo descobrimento de uma grave doença como o câncer ou o HIV, por exemplo. Isso porque é preciso lidar com o preconceito, enfrentar tratamentos dolorosos ou ter que conviver diariamente com o medo de morrer.

Como superar: É preciso aprender a lidar com as necessidades e cuidados impostos pela doença e se esforçar para viver bem mesmo com suas limitações. Então é importante ter algum tempo semanalmente para fazer algo que realmente gosta.

7 – Uso de substâncias químicas entorpecentes

Aproximadamente 30% das pessoas com vício em drogas apresentam depressão.

Como superar: Se este é o seu caso, considere procurar ajuda em centros de tratamento especializados. Aos poucos você aprenderá a não depender de drogas para sentir prazer ou fugir da realidade e encontrará formas saudáveis para isso.

Como realizar o diagnóstico da depressão

O diagnóstico é feito pela presença de pelo menos cinco dos sintomas citados acima por pelo menos 2 semanas.

Mas atenção: O diagnóstico exato e o acompanhamento só devem ser realizados por um médico. Então, nesse caso, pode ser necessário um tratamento psicoterápico e/ou medicamentoso.

O psicólogo fará uma avaliação e irá indicar algumas estratégias que podem ser úteis para passar por esta fase mais rápido. As sessões devem ser semanais e podem durar de 6 meses a 1 ano.

No entanto, só quem pode indicar medicamentos antidepressivos é o psiquiatra. Por isso é importante o trabalho dos dois profissionais em conjunto para um tratamento eficaz.

Superando a depressão

Em primeiro lugar você precisa saber que a depressão tem cura. Depois, saiba também que o tratamento difere de pessoa para pessoa. Por isso, o que funciona melhor para uma pessoa pode não funcionar para outra.

Existem várias formas de tratamento da depressão, dependendo muito das causas, de quais os sintomas de depressão e do grau da doença. Você pode voltar na parte em que tratamos das causas pois separamos dicas específicas para cada causa.

Por isso é importante procurar um médico especialista e conversar sobre todas essas informações. Só assim será possível encontrar o tratamento adequado.

E, por fim, você pode se perguntar: Qual o melhor remédio para a depressão? Bom, o melhor remédio é superar os problemas que levaram a isso. Cada um precisa encontrar o seu.

Então siga nossas dicas com perseverança e vença! (Ou ajude a quem precisar).

Nos vemos em breve.

 

Um abraço,

 

Equipe ECC.

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